quinta-feira, 29 de março de 2012

Pesquisa mostra que de cada cinco produtos consumidos no Brasil em 2011, um foi importado

O maior aumento foi verificado no setor de informática, eletrônicos e ópticos, que alcançou 51%

Um em cada cinco produtos industriais consumidos no país no ano passado foi importado, informa o estudo Coeficientes de Abertura Comercial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta segunda-feira (19). Segundo o documento, a “participação de bens importados no consumo doméstico de produtos industriais alcançou nível recorde em 2011". O coeficiente de ingresso de produtos importados aumentou 2 pontos percentuais, entre 2010 e 2011, alcançando 19,8%. O maior aumento foi verificado no setor de informática, eletrônicos e ópticos, que saiu de 45,4% para 51%, seguido por derivados de petróleo e combustível (de 17,8% para 23,3%); e máquinas e equipamentos (de 32,5% para 36,8%).
De 23 setores pesquisados, oito atingiram os níveis máximos da série histórica do coeficiente de penetração de importações, que começou em 1996. A maior participação de importação foi verificada na extração de carvão mineral (87%); seguida pelos setores de extração de petróleo e gás natural (54,5%); informática, eletrônicos e ópticos (51%); outros equipamentos de transporte (37,3%); e máquinas e equipamentos (36,8%).

A pesquisa também apurou que as exportações de produtos industriais cresceram em 2011 para 19,8%, dois pontos percentuais acima do registrado em 2010. Mesmo com o aumento, a fatia de participação está abaixo do recorde de 2004, de 22,9%. “A grande maioria dos setores ainda apresenta coeficientes inferiores aos níveis máximos alcançados na década passada, com exceção de extração de carvão mineral e celulose e papel”, informa o documento da CNI.

A pesquisa é feita a partir do cruzamento de dados de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Revista Isto E

domingo, 25 de março de 2012

APM Terminals planeja se preparar para navios de 22 mil Teus

Companhia prevê soluções para modernizar infrestruturas de terminais.Leia Mais

Navios com mais de 18 mil Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) estão começando a ser encomendados, mas a APM Terminals já planeja se preparar para receber embarcações de até 22 mil Teus de capacidade.

Halfdan Ross, diretor Administrativo da APMT, confirmou a notícia durante uma conferência em Hong Kong: “Esse navios ainda não chegaram, mas estudos têm sido feitos sobre a praticabilidade da construção de embarcações muito grandes. Assim, ter guindastes e outras infraestruturas de apoio para acomodá-las é um exercício necessário a todos os hub ports”, afirmou.

Durante o evento, o executivo examinou questões e soluções aplicáveis na modernização das infraestruturas dos portos, já que receber navios de porte muito grande é uma tendência do mercado. Operações de guindaste por meio de controle remoto e engenharia melhorada nas operações são soluções já pensadas pela companhia : “Navios ultralargos já estão operando e navios ainda maiores surgirão. O momento para preparar a infraestrutura é agora”, finaliza.

Fonte: Guia Marítimo

domingo, 18 de março de 2012

Movimento de soja aumentou mais de 1.000% em janeiro

O Porto de Santo registrou, em janeiro, um aumento bastante pronunciado na movimentação da soja em grãos: 1.274% de alta, em comparação ao mesmo mês no ano passado, o que representa 332 mil toneladas (14 vezes mais do que as 24 mil toneladas registradas em janeiro de 2011).
O complexo soja (grãos e pellets) também teve aumento expressivo no intervalo em questão: foram embarcadas 400 mil toneladas, montante 342,6% superior que as 90,4 mil toneladas de janeiro de 2011. Esta foi a segunda carga mais movimentada por Santos.
Da perspectiva do valor agregado, passaram pelo complexo US$ 8,4 bilhões em mercadorias no primeiro mês de 2012, fazendo com que o complexo santista superasse em 16,6% sua contribuição para o comércio exterior brasileiro do mesmo período no ano anterior (US$ 7,2 bilhões de cargas diversas). O incremento fez subir de 24% para 25,1% a participação de Santos na balança comercial do país, consolidada em US$ 33,6 bilhões no período em análise.
Destacaram-se nesse cenário o crescimento de 12,3% na movimentação de contêineres, totalizando a marca recorde de 243.889 Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) – e a alta de 36,5% na operação de veículos, que subiu de 23.444 em janeiro de 2011 para 31.993 unidades neste ano.

Fonte: Guia Maritimo

quarta-feira, 14 de março de 2012

Navio Cosco Vietnam será renomeado

Meganavio é a maior embarcação a operar na costa da América do Sul

O Cosco Vietnam será renomeado no dia 28 de março. Ele passará a se chamar Aliança Itapoá, afretado pelo armador Aliança Navegação e Logística, do grupo Hamburg Süd, em cerimônia a ser realizada em Pusan, na Coréia do Sul.
 
Meganavio, ele fará parte da frota de navios que o grupo emprega no serviço semanal entre a costa leste da América do Sul e os principais portos asiáticos. Seu novo nome é uma homenagem à cidade de Itapoá, em Santa Catarina, que também dá nome ao porto do qual a Aliança é uma das sócias.
 
Construído na Coréia em 2011, o Aliança Itapoá é um navio full continer de 334 metros de comprimento, 14,50 metros de calado, 42,80 metros de largura e capacidade para 8.500 Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Com essas medidas, ele é considerado o maior navio a operar na costa da América do Sul.
 
No dia 3 de maio o Aliança Itapoá escalará no Porto Itapoá e na costa brasileira também atracará nos portos de Sepetiba (RJ), Santos (SP) e Rio Grande (RS).
 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Exportações para Europa despencaram por causa da crise

A balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 1,3 bilhão em janeiro, o maior em 39 anos. Mas temos de olhar para esse número de forma mais relativa. Há 39 anos, a corrente de comércio era pequena. A única coisa parecida é que, em 1973, no meio da crise, o país estava importando muito petróleo, e agora, continua comprando fora muito combustível.

Em janeiro, as exportações aumentaram 1,3%; e as importações, 12,3%. A corrente de comércio foi de US$ 33,6 bilhões, número muito robusto. O comércio brasileiro, portanto, está ficando cada vez maior.

Dois fatores explicam esse resultado. Caíram os preços das commodities nos meses anteriores e a exportação para a Europa recuou 34,8%, por causa da crise.

O fato de o Brasil ser tão sensível ao preço das commodities é um alerta. Cada vez que cai, temos um resultado negativo. É preciso aumentar a exportação de outros bens com maior valor agregado.

Mas há notícias boas: aumentou a participação dos EUA no total das exportações e subiu o preço das commodities, em janeiro, o que significa que os resultado dos próximos meses pode ser bom.

A Argentina é um grande parceiro comercial do Brasil, o terceiro com quem temos mais comércio, mas está aumentando o controle sobre suas importações. No ano passado, tivemos um saldo de quase US$ 6 bilhões com o país. O Brasil, portanto, pode ser afetado pelas restrições que está impondo ao comércio.


Fonte: Bom Dia Brasil

Exportação de suco do Brasil cai 19% em janeiro

Exportação de suco do Brasil cai 19% em janeiro

SÃO PAULO/BRASÍLIA, 1 Fev (Reuters) - As exportações brasileiras de suco de laranja caíram 19 por cento em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano anterior, para 176,5 mil toneladas, apontou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta quarta-feira.

Em janeiro de 2011, as vendas externas da commodity somaram 217,8 mil toneladas, de acordo com os dados da Secex. Também houve queda em relação a dezembro, quando o volume embarcado pela indústria brasileira foi de 155,1 mil toneladas.

Há certa apreensão no mercado de suco de laranja sobre a situação dos embarques para os Estados Unidos, depois que alguns carregamentos do produto brasileiro foram retidos pelos norte-americanos devido a traços do fungicida carbendazim, que não é mais utilizado nos EUA.

O órgão regulador para alimentos norte-americano (FDA) já barrou três carregamentos do Brasil. A indústria brasileira aguarda os resultados dos carregamentos ainda em análise e o parecer do FDA sobre o tema.

"Temos convicção de que é uma questão técnica, sem impacto na balança do ano. É possível que haja ajustes em algum momento mas sem perspectiva de impacto nas exportações para os EUA", afirmou Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a jornalistas em entrevista para comentar a balança comercial.

Sobre a queda em comparação a janeiro de 2011, ela afirmou que o movimento reflete, principalmente, a retração nas vendas para a União Europeia e não para os EUA.

Na terça-feira, Tatiana reuniu-se com o presidente da Citrus BR, entidade que reúne a indústria. Segundo ela, o MDIC, o Ministério das Relações Exteriores e o da Agricultura vão atuar de maneira coordenada para tratar desse tema.

domingo, 15 de janeiro de 2012

‎6 empresas detêm 48% das exportações cearenses

‎6 empresas detêm 48% das exportações cearenses

As seis maiores exportadoras do Ceará no ano passado concentram quase metade (48,42%) do valor negociado com o mercado externo. Foram US$ 678 milhões entre US$ 1,4 bilhão em produtos de quatro setores: calçados, couros, petróleo e fruticultura.

A liderança é da Grendene que movimentou US$ 158,1 milhões (11,27% de participação), embora o valor tenha... recuado 12,34% em relação a 2010. Em segundo lugar, vem a Cascavel Couros que soma uma exportação de US$ 147,1 milhões, uma fatia de 10,49% e um incremento de 15,24%. Em seguida, a Paquetá Calçados que arrecadou US$ 105,2 milhões (7,50% do total no Estado e um recuo de 14,66% na cifra.

Na quarta posição, a Petrobras, que movimentou US$ 104 milhões, uma participação de 7,42% e alta de 207,14%. Na sequência, a Vicunha Têxtil com um total de US$ 85,1 milhões em exportações, sendo 6,07% do mercado no Ceará e um incremento de 26,35%. No sexto, lugar, a Agrícola Cajazeira, que recebeu US$ 77,6 milhões do exterior (5,54% de participação e alta de 37,36%).

Destinos

Os principais países de destino do produtos cearenses no ano passado foram Estados Unidos (US$ 393,6 milhões), Argentina (US$ 144,4 milhões), Holanda (US$ 90 milhões), Reino Unido ( US$ 85,9 milhões), China (US$ 68,1 milhões) e Itália (US$ 64,4 milhões).


Melão, banana e melancia
No ano passado, a venda de frutas do Ceará para o exterior equivaleram a US$ 102,5 milhões. Desse total, US$ 76,3 milhões foram de exportações de melões para o mercado europeu.

Em seguida, a banana, cujas exportações bateram em US$ 10,3 milhões. A melancia ficou em terceiro lugar, com vendas equivalentes a US$ 7,5 milhões. Na quarta posição, a manga, com exportações de US$ 2,1 milhões

Fonte: Diário do NordesteVer mais