terça-feira, 14 de junho de 2011

CSAV suspende serviço no Transpacífico

14/06/2011

Decisão se baseou nas condições “predominantemente negativas” do mercado.
A transportadora chilena CSAV afirmou ontem que suspenderá o serviço asiático entre a Índia, o sudeste da Ásia e a China para a costa oeste dos Estados Unidos por causa do que chamou de "condições de mercado predominantemente negativas" no trade do Transpacífico.

A companhia suspendeu o serviço no dia 11 de junho com uma última navegação do navio Centaurus partindo de Xangai para o sentido leste da rota. A última navegação no sentindo oeste será no dia 30 de junho, quando o Centaurus zarpar do porto de Long Beach, nos Estados Unidos.

As taxas de frete spot no caminho ao leste têm estado estáveis ou registrado queda desde o começo deste ano. Agora elas estão 19% mais baixas do que estavam no mesmo período no ano passado.

A CSAV disse que o serviço Indus continuará a servir o trade do Transpacífico entre o Extremo Oriente, o sudeste da Ásia e o subcontinente Indiano.

Brasil tem superávit de US$ 1 bilhão na segunda semana de junho

14/06/2011


As exportações superaram as importações em US$ 1,063 bilhão, na segunda semana deste mês, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgados hoje (13).

Na última semana, as exportações chegaram a US$ 5,377 bilhões, com média de US$ 1,075 bilhão por dia útil. Já as importações ficaram em US$ 4,314 bilhões, com média diária de US$ 862,8 milhões.

Na primeira semana do mês, com apenas três dias úteis, as exportações ficaram em US$ 3,362 bilhões (média diária de US$ 1,120 bilhão) e as importações chegaram a US$ 2,466 bilhões (média por dia útil de US$ 822 milhões). Com isso, o superávit comercial da primeira semana do mês foi de US$ 896 milhões.

Nas duas semanas, o superávit comercial é de US$ 1,959 bilhão, com exportações de US$ 8,739 bilhões (média por dia útil de US$ 1,092 bilhão) e importações de US$ 6,780 bilhões (média de US$ 847,5 milhões).

De janeiro até a segunda semana de junho, o superávit comercial é de US$ 10,514 bilhões, 59,4% maior do que o registrado em igual período de 2010 (US$ 6,598 bilhões). No acumulado deste ano, com 111 dias úteis, as exportações somaram US$ 103,353 bilhões (média diária de US$ 931,1 milhões). As importações, no mesmo período, ficaram em US$ 92,839 bilhões (média de US$ 836,4 milhões, por dia útil).

Fonte: Agência Brasil.

Missão brasileira sobre carnes deve ir à Rússia no dia 20, diz Ubabef

14/06/2011


O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, informou ontem (13) que é "quase certo" que uma missão técnica brasileira irá à Rússia ainda no dia 20 deste mês. O objetivo é reverter o embargo russo a 85 frigoríficos brasileiros de carne bovina, suína e de aves dos Estados de Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso. Mesmo com a visita pré-agendada, as vendas de proteínas brasileiras ao mercado russo serão interrompidas, já que a suspensão será iniciada nesta quarta-feira, 15.

De acordo com Turra, a missão terá somente técnicos e representantes da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, e até o momento não há sinalizações de que o vice-presidente Michel Temer, ou mesmo a presidente Dilma Rousseff, poderia integrar a missão. O presidente executivo da Ubabef também informou que na sexta-feira passada, 10, as respostas às questões do governo russo, tanto da primeira missão realizada no fim de abril quanto das mais recentes críticas feitas pelas autoridades daquele país, foram enviadas. "E as respostas ficaram à altura daquelas feitas pela Rússia", disse Turra.

Fonte: Agência Estado.

Fretes da China continuam a cair

13/06/2011

Fretes da China continuam a cair
Os valores de frete de embarques da China continuaram a diminuir na semana passada, em meio a previsões de uma série de aumentos nas taxas gerais previstas para julho.

O Shanghai Containerised Freight Index caiu mais uma vez na semana passada, com as taxas spot entre Xangai e Norte da Europa diminuindo 1,6%, para US$ 860 por Teu (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), o trade transpacífico declinando 1,4%, para US$ 1.719 por Feu aos portos da costa oeste dos Estados Unidos, e 1,3 %, para US$ 3.082 para os portos da costa leste americana.

A CMA CGM se tornou a mais recente transportadora a anunciar um programa de recuperação de taxas, adicionando US$ 275 por Teu em todas os embarques da Ásia para a Europa, a partir de 1° de julho. O aumento será acompanhado por uma série de outros incrementos nos trades da Ásia-América Latina-África e Europa-América Latina-África.

Fonte: Guia Marítimo

domingo, 5 de junho de 2011

Itajaí embarcou 43,5% dos frangos exportados pelo Brasil em abril

03/06/2011

No mês de abril, o Complexo Portuário de Itajaí exportou US$ 226,19 milhões em carne de frango, sendo responsável por 32,8% das exportações brasileiras. Em volume, isso representa 109,59 mil toneladas - no mesmo período no ano passado, esse número havia chegado a 91,58 mil toneladas.

O Oriente Médio segue como principal destino das carnes de frango brasileiras e importou, em abril, 116,6 mil toneladas do produto, somando US$ 221,3 milhões. A receita proveniente da exportação de frangos brasileiros cresceu 27,4% em abril, em comparação a igual período no ano passado.

Segundo estatísticas da Ubabef (União Brasileira de Avicultura), a receita com as exportações de frango em abril foi de US$ 689,59 milhões, gerada a partir do embarque de 325,2 mil toneladas, volume 4,9% superior ao registrado em abril de 2010.

Os cortes in natura foram os produtos mais comprados lá fora, representando 53% do volume total, seguidos pelos embarques de frangos inteiros, com 36%, e o frango salgado, com 6%. O frango industrializado foi responsável por apenas 5% do volume total das exportações de abril.

Ainda de acordo com a Ubabef, os embarques brasileiros de carne de frango in natura recuaram 4,6% em receita e 7,3% em volume.O preço do produto brasileiro subiu 2,9% em relação a março.

Evergreen lança rota entre América do Sul e Ásia

03/06/2011

Serviço promete tempo de trânsito menor entre os continentes.
Como parte do plano da Evergreen de fortalecer sua presença e aumentar sua participação de mercado na América do Sul, a Green Andes Chile S.A., representante da companhia no Chile, anunciou a abertura de um novo serviço direto, sem transbordo, entre a Costa Oeste da América do Sul e a Ásia.

O novo serviço, denominado WSA, compreende os portos de Kaoshiung (Taiwan), Yantian, Hong Kong, Ningbo e Xangai (China), Manzanillo (México), Buenaventura (Colômbia), Callao (Perú), Iquique, San Antonio (Chile), e de volta para a Ásia por Callao, Manzanillo e Kaoshiung.

A frota utilizada na rota será composta por 10 navios com capacidade nominal entre 3.700 Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) e 4.000 Teus, além de 300 tomadas reefer.

Um dos principais atrativos do serviço é que seu tempo de trânsito é de cerca de 31 dias, dependendo da origem e do destino das cargas. Por exemplo, para a importação saindo de Xangai com destino a Iquique e San Antonio, a viagem leva entre 28 e 30 dias, respectivamente.

Para a exportação, o tempo de trânsito tem como destaque Manzanillo, Kaoshiung e Hong Kong com 11, 31 e 33 dias, respectivamente. Kaohshiung é um porto-base da Evergreen, o qual permite conexões muito rápidas com o Japão, Coréia e Sudeste Asiático, Índia e Oriente Médio.

A necessidade de complementar o atual serviço PWS (Panamá - Costa Oeste da América do Sul) surgiu do quanto a companhia cresceu desde sua chegada ao mercado chileno, há nove anos. O Ever Result, primeiro navio da empresa a cumprir a rota, zarpou de Kaoshiung no dia 30 de abril, deve chegar em Iquique amanhã e em San Antonio dois dias depois.

Países se comprometem a liberar importações em dois meses

03/06/2011

Após quase duas horas de reunião, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e a ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, firmaram compromisso de cumprir o prazo estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC) de liberar a entrada de produtos importados em, no máximo, 60 dias. No entanto, na prática, não há nenhuma garantia de que os prazos serão cumpridos. O acordo foi considerado, apenas, um ato de boa vontade dos dois países. Ao final da reunião, os dois ministros negaram que Brasil e Argentina estejam travando uma "guerra comercial".

A reunião foi a continuação do encontro ocorrido na semana passada, em Buenos Aires, entre os secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, e o secretário da Indústria da Argentina, Eduardo Bianchi, que também participaram da reunião de ontem.

Pimentel afirmou que "nunca houve uma crise, uma ruptura, uma descontinuidade na relação político-diplomática entre Brasil e Argentina". Posição defendida também pela ministra argentina: "não houve, de nenhuma maneira, ruptura, tensão ou guerra comercial. A relação chegou somente para se aprofundar".

Os ministros defenderam agilidade no cumprimento dos prazos de liberação de cargas. "Ambos concordamos com necessidade de agilizar a liberação. No caso da Argentina, uma lista de produtos mais ampla, no Brasil , basicamente automóveis. As licenças de importação, todas elas, serão agilizadas, cada uma dentro do seu trâmite, respeitando a exigência de cada país. Estamos confiantes que vai haver `distensionamento` dessas mercadorias que estão paradas há muito tempo nos dois lados", disse Pimentel.

Débora Giorgi preferiu isentar o Ministério da Indústria da Argentina da responsabilidade do cumprimento do prazo de 60 dias. "Vamos fazer tudo que é possível, em nossas áreas, no âmbito do ministério. Mas existem outros organismos que não dependem diretamente do ministério, que precisam de regulação sanitária ou de áreas técnicas".

Em nota conjunta, os ministros manisfestaram "disposição de facilitar os trâmites para obtenção e aprovação das licenças de importação, bem como liberação dos produtos que se encontram atualmente na fronteiras dos dois países". Também ficou estabelecido que haverá encontros mensais entre representantes dos dois governos para agilizar as questões decorrentes do comércio bilateral.

A tensão comercial aumentou há três semanas, quando o governo brasileiro decidiu suspende a licença automática para importação de automóveis, o que prejudicou, principalmente, os exportadores argentinos. No país vizinho, a medida foi interpretada como retaliação às barreiras impostas pelos argentinos aos produtos brasileiros. Com a mudança, a autorização para entrada de automóveis pode levar até 60 dias.

Atualmente, cerca de 600 produtos brasileiros estão fora da licença automática para entrar na Argentina. Empresários de vários segmentos reclamam das barreiras impostas pelo governo argentino aos produtos provenientes do Brasil. Além disso, muitos dos processos de liberação de cargas ultrapassam o limite máximo de 60 dias previsto pela OMC.

Pimentel voltou a reforçar que a medida tomada em relação aos carros importados não foi retaliação. "Vamos agilizar a liberação, para que não haja problemas desse tipo. Não é uma medida contra a Argentina, é medida cautelar porque nossa balança [comercial] está muito desequilibrada", comentou. O ministro ainda ressaltou que a regra pode ser estendida a outros produtos. "Toda vez que tiver balança com saldo negativo para o Brasil, podemos estudar a licença não automática", ameaçou o ministro.

O Brasil impôs a licença não automática a 48 produtos importados. A medida se refletiu nos resultados da balança comercial brasileira. Em maio, houve redução de 25,2% nas importações, quando comparadas ao mês anterior. No acumulado do ano, as exportações brasileiras cresceram 30%, com expansão de 32% nos embarques à Argentina. Em contrapartida, as importações subiram 28%, mas as compras do país vizinho cresceram menos, 19%.

Fonte: Agência Brasil.