domingo, 13 de fevereiro de 2011

ALL e Eldorado Brasil firmam acordo de distribuição intermodal

11/02/2011

A ALL - América Latina Logística e a Eldorado Brasil anunciaram um acordo para distribuição de celulose produzida pela fábrica da Eldorado em Três Lagoas (MS), prevista para iniciar atividades em 2012. A instalação será a maior unidade produtora de celulose do mundo, com uma movimentação estimada em 800 mil toneladas ao ano. O acordo logístico entre as duas companhias terá a duração de 15 anos.

A operação de saída do material produzido no Mato Grosso do Sul será intermodal, compreendendo um trecho rodoviário de 90 km entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado (MS), onde será construído um terminal de transbordo, seguido por outro acesso ferroviário de 900 km até o Porto de Santos (SP). Para tanto, serão investidos aproximadamente R$ 300 milhões em equipamentos e na melhoria das vias utilizadas.

A ALL já atua no nicho de papel e celulose escoando atualmente 1,2 milhão de toneladas por ano, e o contrato com a Eldorado alavancaria o volume transitado para 2 milhões de toneladas anuais. "Com a carga da Eldorado, estaremos perto de dobrar o volume anual movimentado neste segmento, fortalecendo a carteira de celulose como uma das maiores da nossa área de industrializados", afirma o diretor comercial da ALL, Sergio Nahuz.

"Com essa parceria, damos início a um projeto multimodal de logística que combina os principais meios de transporte disponíveis no País e contribuirá para manter o custo da nossa celulose extremamente competitivo no mercado internacional", acrescenta o presidente da Eldorado Brasil, Rogério Peres. A companhia investiu cerca de R$ 4,8 bilhões na fábrica de Três Lagoas, em um projeto que combina recursos tecnológicos a uma gestão focada na sustentabilidade dos processos industriais e florestais.

Fonte: Guia Marítimo

Log.Star intensifica operações de carga geral

04/02/2011

Joint entre Log-In e TBS amplia leque de opções da navegação nacional.

A Log.Star Navegação S.A. anunciou que pretende incrementar a participação na cabotagem brasileira. Parceria entre Log-In Logística Intermodal S.A. e TBS International, a companhia tem "forte interesse em expandir no setor de carga de projeto", segundo o diretor Christian Silva, também diretor da TBS no Brasil.

O crescimento da economia interna do Brasil e a grande gama de projetos de infraestrutura - causada pela exploração do Pré-sal e os investimentos da Copa do Mundo - favorecem o incremento da participação da navegação interna na matriz modal do País. Impulsionada por essa maré de desenvolvimento, a Log.Star pretende aumentar também a utilização do transporte de carga geral na cabotagem.

A joint venture surgiu em dezembro de 2009 com o intuito de transportar granéis, breakbulk, cargas superdimensionadas e carga geral, além de equipamentos offshore e energia ao longo da costa brasileira, Mercosul e demais rotas comerciais que possam utilizar navios de bandeira brasileira. Desta forma, a Log.Star efetuou o embarque de cerca de 65 mil toneladas de canos do Porto de Angra dos Reis (RJ) para o projeto da Bacia de Tupi.

Desde novembro do ano passado a companhia concentra viagens da região Nordeste para Sudeste e Sul, com carregamentos de equipamento eólico em Suape (PE) para Imbituba (SC). Além disso, a Log.Star realizou recentemente o transporte da draga utilizada para obras de aprofundamento do PND (Plano Nacional de Dragagem), do Porto de Salvador (BA) para Itaguaí (RJ).

Atualmente a empresa possui três navios: Angra Star (ex-Log-In Belem), Jari Star (ex-Log-In Manaus) - ambos construídos em 1994 - e Recife Star (ex-Log-In Macau), construído em 1998. Todas as unidades são navios multipropósito tweendeckers com cerca de 1.300 tons de capacidade, desenvolvidos pelo estaleiro EISA.

Fonte: Guia Marítimo

domingo, 30 de janeiro de 2011

Maersk revisa para cima projeção do ano

28/01/2011

Meta de crescimento deve ultrapassar 8%.

O mercado global de contêineres pode sofrer uma expansão superior a 8% neste ano, de acordo com o CEO da A.P.Moller-Maersk, Nils Andersen. A nova projeção é superior ao índice de 6% inicialmente divulgado pela companhia há 11 semanas. "Estamos otimistas quanto à taxa de crescimento, cogitamos algo entre 6% e 8% mas ao final do ano podemos observar um crescimento ainda maior do que isso", afirmou o executivo durante visita ao Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça).

A Maersk havia revisado sua previsão de lucro para 2010 em novembro, declarando que os valores de frete e volumes dariam o suporte necessário para a empresa contabilizar o maior lucro de sua história, após ter acumulado perdas no exercício anterior em virtude da crise.

Anteriormente, Andersen havia declarado que, apesar das dívidas financeiras desacelerarem a recuperação econômica dos EUA e Europa, o trade global continuaria a se desenvolver, e a Maersk poderia adicionar capacidade em curto prazo. Se a indústria de contêineres crescer entre 6% e 8% neste ano, a Maersk será capaz de manter sua participação de mercado - em torno de 14,4%, segundo a Alphaliner - sem ter que encomendar mais embarcações para incrementar a capacidade.

"Não acho que perderemos participação alguma este ano", afirmou o executivo.
"Ganhamos bastante market share em 2009, quando os mercados estavam ruins. Devolvemos uma parte desta participação em 2010 porque simplesmente não tínhamos capacidade suficiente".

Complexo portuário Imbituba escoou 1,9 milhão de toneladas

28/01/2011

O Porto de Imbituba movimentou, no ano passado, 1.911.104 toneladas de cargas, sendo a melhor movimentação desde 1989, quando foram escoadas 2.046.726 toneladas. Os dados foram apresentados pelo Administrador do Porto, Jeziel Pamato de Souza.

"Isto é reflexo do aumento de serviços que a fronteira Imbituba dispõe. Entretanto, nosso porto está passando por obras de ampliação e os resultados destes investimentos só serão percebidos a partir da conclusão, em abril-maio deste ano, do novo cais de 660 metros contínuos para acostagem, já com 300 metros liberados pela Alfândega e em operação, além da chegada dos portêineres Super Post Panamax (em meados do segundo semestre de 2011) e a execução das obras de dragagem de aprofundamento para 15 metros, cujo edital a Secretaria de Portos da Presidência da República deve publicar logo agora em fevereiro ", finalizou Barreto.

A previsão é de que o Porto de Imbituba seja capaz de receber navios com mais de 6.500 contêineres já no segundo semestre de 2011, beneficiando diretamente toda a indústria da Região Sul do país e a cadeia logística do Mercosul. Os investimentos totais para a modernização do Terminal de Contêineres são de aproximadamente R$280 milhões, integralmente financiados pela arrendatária, a empresa Santos Brasil, em cumprimento às obrigações assumidas no Contrato de Arrendamento.

domingo, 23 de janeiro de 2011

MSC amplia market share global

21/01/2011

Armador detém 12,9% de participação no mercado.
A MSC (Mediterranean Shipping Co.) ampliou seu market share global no ano de 2010, chegando a deter 12,9% de participação no mercado. Segundo as estatísticas da Alphaliner, a frota da MSC cresceu 370 mil Teus (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) no ano passado para 1,9 milhões de Teus, enquanto a capacidade da Maersk - primeira colocada no ranking mundial - cresceu 110 mil Teus para 2,2 milhões de Teus.

O diretor da empresa, Gianluigi Aponte, descarta a possibilidade de que a MSC poderia ultrapassar a Maersk para se tornar o número um do mundo. "Para nós, ser número um não tem importância. O importante é ser lucrativa e não ser o número um, dois ou três", afirmou o executivo.

O rápido crescimento do armador em 2010 refletiu a chegada de um grande número de novas construções, além de outras unidades agendadas para este ano 2011, ao passo que a Maersk tem um abrandamento temporário do seu programa de entregas.


Aquisições

A MSC é o único armador a figurar entre as cinco principais linhas de contêiner que expandiu sua influência no mercado sem adquirir outras companhias. Primeira no ranking global, a Maersk Line já se envolveu em uma série de aquisições, incluindo as companhias Sea-Land e P&O Nedlloyd. O mesmo aconteceu com a francesa CMA CGM, terceiro maior armador do mundo, que ao longo dos anos adquiriu diversas linhas, como Delmas e MacAndrews. A Evergreen resgatou a Lloyd Triestino, enquanto que a Hapag-Lloyd aumentou sua participação mundial após a aquisição da CP Ships, realizada em 2005.

A MSC é a única exceção, tendo conquistado maior participação sem realizar aquisições. Embora a empresa tenha parceria com o Grupo Grimaldi Lines e Moby Lines na estatal operadora Tirrenia di Navigazione, a MSC nunca demonstrou interesse em comprar uma outra linha de contêineres.

O armador construiu um extenso portfólio portuário, e agora é o 6° maior operador de contêineres - em termos de movimentação. De acordo com a Drewry Shipping Consultants, os volumes totalizaram 8,2 milhões de Teus, em 2009, dando à empresa uma quota de mercado de 1,7%.

Porém, a segunda maior operadora da frota mundial de contêineres não considera a atividade portuária como segmento principal. Os terminais em que a MSC tem participações são considerados como investimentos estratégicos para proteger o seus negócios principais. "Não é necessário deter 100% deste negócio," disse Aponte.

Segundo o executivo, a linha já conta com uma extensa rede global, então a compra de outra operadora provavelmente resultaria em uma duplicação de serviços, que teriam de ser cortados. "Nós não precisamos adquirir nenhuma empresa. Nós já cobrimos o mundo", afirma.

Fonte: Guia Marítimo

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Brasil deve subir para o quarto lugar em vendas globais

10/01/2011

Brasil deve subir para o quarto lugar em vendas globais
O Brasil deve subir para o quarto lugar no ranking mundial de vendas de veículos, em 2010. Segundo Cledorvino Belini, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), o País deve ficar à frente da Alemanha, mas atrás de China, Estados Unidos e Japão.

O ranking de 2010, no entanto, ainda não foi fechado. Entre os maiores produtores, o Brasil deve ficar na sexta posição. "O ano de 2011, ainda é uma incógnita que depende do que vai acontecer na Europa", afirma Belini.

A entidade informou também que revisou positivamente sua projeção de vendas de automóveis no mercado interno em 2011. Antes, estimava vendas de 3,620 milhões de unidades. Agora, acredita que serão vendidos 3,690 milhões de veículos ao longo do ano.

Segundo Belini, a estimativa é que em 2011 as exportações de veículos montados recuem 3,4% em volume, mas avancem 1,6% em valor. Considerando veículos montados e CKD, a queda nas exportações deve ser de 4,7%. As exportações de máquinas agrícolas este ano devem recuar 4,8%.

Fonte: Agência Estado.

Participação de importados deve atingir 22%

13/01/2011

Participação de importados deve atingir 22%
A participação de importados no total das vendas de veículos no mercado doméstico deve crescer para 22% (média no ano) em 2011, ante 18,8% registrado em 2010, segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini.

Questionado sobre o recente aumento das vendas de automóveis asiáticos no País, especificamente, Belini disse que "não assusta" desde que as regras sejam respeitadas. O executivo admitiu, no entanto, que o aumento da presença de importados já começa a afetar a rentabilidade das montadoras instaladas no Brasil.

Segundo dados da Anfavea, em 2008 os automóveis importados respondiam por 13,3% das vendas. Em 2009, esse porcentual subiu para 15,6%, chegando a 18,8% no ano passado. No último mês de dezembro o índice alcançou 21,7%.

Considerando os veículos importados e os exportados, o saldo em 2009 foi negativo em 121.000 unidades. Em 2010, esse saldo negativo cresceu e chegou a 158 mil unidades. Em 2008, o resultado tinha sido positivo em 193 mil unidades.

De acordo com Belini, em valores, a balança comercial do setor automotivo como um todo (incluindo autopeças) foi negativa em US$ 5,7 bilhões em 2010, valor maior que o de 2009, negativo em US$ 3,7 bilhões. Em 2008, o resultado havia sido positivo em US$ 2,4 bilhões.


Fonte: Agência Estado.